Vantagem competitiva e benchmarking?

Por que falamos sempre nisso em trabalhos de graduação, pós, reuniões? Parece modismo as vezes. “Faremos benchmarking para melhorar nossas técnicas de construção e engenharia…” mas, isto é catching up com o que fazem os outros, ou o termo horrível “correr atrás do prejuízo”.

Não há como alcançar objetivos desafiadores ou maiores sendo muito conversador ou preocupado com riscos a ponto de empacar iniciativas. Em TI vejo muito dogmas do tipo, “nunca instale uma versão maior .0 de um software, espere a correção”, em alimentação, repete-se o que os outros fazem.

Novamente, vantagem competitiva é logo perdida com as imitações mas dá saída na frente organizações grandes ou empreendedores menores que começam a buscar formas de causar disrupção de mercado ou indústria.

Enquanto a NASA busca contractos lobbistas tradicionais em armamentos, para foguetes que não precisam ir muito longe, Elon Musk da PayPal melhora a cada dia seu projeto na Space X de levar payloads ao espaço usando querosene em motores modernos (sonho do Werner von Braum). Sua companhia garantiu em 2012 contrato de US$1.6bi com NASA para levar 12 voos para a ISS e tirar a dependência dos russos para isso, verdadeiro empreendedor do espírito americano original! Tesla Motors é outro exemplo para carros elétricos de longo alcance e mercado premium por enquanto. mas com planos para espalhar o mercado com modelos menores. Boa briga.

O que me parece certo é arriscar e inovar, em maior grau com um pouco mais de frequência pois cada negócio tem uma dinâmica diferente. Entretanto não espere muito empresas de celulares fizeram para entender que outro tipo concorrente inesperado apareça. Outro exemplo, a Cisco anunciou entrada em mercados de servidores em 2009 e analisando o que montaram até 2013 com computação unificada, virtualização completa de servidores, rede, software, orquestração de processamento e máquinas virtuais e SDN (software defines network), a fez tomar segundo lugar nos EUA. Brasil ainda é mais tímida a participação porque o preço de entrada nesta infra é maior e muitos gestores tem medo de mudança, além do momento econômico mais delicado. Lembro que em 2002 eu já insistia para iniciarmos experiência com virtualização (se podia fazer em casa) e logo após telefonia IP com equipamentos de rede mais capaz. Chegamos tarde demais nos dois e compramos tecnologia no final do ciclo de vida… Apesar de mais barata, não usaremos tanto tempo quanto o que usaríamos se tivéssemos entrado antes, principalmente telefonia IP tradicional.

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